Os resultados obtidos permitem, para uma cena geometricamente definida e com materiais escolhidos, testar e validar hipóteses de iluminação (através de IL's), procurar as melhores regiões da cena para localização de DL's, saber qualitativamente que tipo de DL se adequa melhor e determinar os níveis de emissão luminosa necessários para atingir os objectivos do design de iluminação, entre outros.
O trabalho desenvolvido permite concluir que já existem ferramentas suficientemente testadas e válidas para se poder levar o design de iluminação de um certo estado de "magia negra" para uma utilização generalizada por parte dos especialistas da iluminação, sem terem de ser peritos em áreas informáticas tais como computação gráfica, sistemas operativos, etc. O que falta fazer, essencialmente, é desenvolver, por cima das referidas ferramentas, um ambiente de exploração apropriado ao contexto de trabalho em iluminação, incorporando nesse ambiente as ferramentas do mundo real que são usadas pelos especialistas e criando novos "utensílios".
Existem ainda muitos problemas técnicos por resolver até se poder ter uma ferramenta computacional completa disponível, mas a abordagem proposta parece apontar claramente na direcção correcta. Os tempos de cálculo são um dos maiores obstáculos a vencer, dado que a experimentação interactiva é um atributo desejável. Note-se que a validade radiométrica (fotométrica) deve ser considerada como um dogma neste tipo de investigação e abordagem, sem a qual todo o trabalho realizado cai pela base completamente.